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terça-feira, 6 de maio de 2014

Livro "Herdade de Alvares - Forais e sua História"


Dia 2 de Maio foi um dia atarefado na Junta de Freguesia de Alvares. Começaram a entregar-se os livros “Herdade de Alvares – Forais e sua História”. A curiosidade das pessoas era notória. Os livros cheiram a novo e as folhas fazem aquele som de descolar de quando as viramos pela 1ª vez.

Começou a ler-se logo ali ao lado, na esplanada. A Comissão Organizadora das Comemorações dos Forais está orgulhosa desta obra. Imaterial, como se diz agora, mas não menos valiosa por isso. Será com a obra imaterial que regamos as nossas raízes, e será apenas destas que poderá nascer a vontade de realizar a obra material. A tal, mais visível.

Este livro, escrito por António da Fonseca, contou com a colaboração de muitos outros naturais e descendentes da Herdade de Alvares, das suas várias povoações como Amioso do Senhor, Simantorta, Roda Fundeira. Bebeu de outros escritos já existentes sobre a nossa região (Alvares, Cortes, Machio, Portela do Fojo) e dos conhecimentos académicos de Professores que se dedicaram à investigação sobre este tema. É variado, de fácil leitura e, como o autor gosta de dizer "é um livro de História para não historiadores".

Acompanhar o nascimento de um livro é, para mim, uma honra. O trabalho que deu ficará apenas para quem o fez, sendo difícil de o imaginar quando não se está envolvido. Aqui ficam imagens da recta final, de quando fomos à gráfica ver o início do "parto"...







O pai e dois enfermeiros babados. Outra enfermeira registou o momento. Estava quase. E ainda tão longe...


O livro não pretende ser definitivo. Pretende antes ser um ponto de partida para novas investigações que preferencialmente culminem em novas descobertas, como aconteceu com esta. Pretende, fundamentalmente, espevitar a discussão, a troca de opiniões, o pensar na nossa região, no que já foi  e no que poderá ser. 


Muitas colectividades associaram já os seus eventos a estas comemorações e muitas mais poderão ainda fazê-lo se assim o desejarem. É certamente o que deseja a Comissão Organizadora e bastará apenas comunicar com a Junta de Freguesia de Alvares. Como outro elemento da Comissão Organizadora gosta de dizer "Todos somos poucos". 

Venham daí... vamos festejar a Herdade de Alvares da qual a Roda Fundeira e Relva da Mó fazem parte!

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Comemorações dos 500 anos do Foral Novo da Herdade de Alvares

Dia 4 de Maio foi dia de festa para a Herdade de Alvares. Comemoraram-se os 500 anos da doação do Foral Novo por D. Manuel I. Nestes dias de festa, a Roda Fundeira gosta de estar presente e de contribuir para que tudo corra bem e que seja memorável. Assim foi... memorável. Fica a reportagem fotográfica.

Os primeiros elementos do grupo que representou a Roda Fundeira nas comemorações - Manuel Lopes e Arminda António. Aqui enquanto nobres.


Alvares, sede de freguesia e impulsionadora destas comemorações, transformou-se em apontamentos de passado para receber os convivas. Aqui, numa fonte centenária, construída na véspera...


O grupo "Os Picotos" de Unhais-o-Velho, concelho de Pampilhosa da Serra. Foram responsáveis pela arruada e deram início ao dia, animando ainda o largo onde actualmente está o pelourinho, após o almoço. Quando pensamos que a Herdade de Alvares ainda englobava zonas do actual concelho de Pampilhosa da Serra temos uma ideia da sua grandiosidade...


As comemorações centraram-se na zona junto à Capela do Mártir S. Sebastião. Tendinhas, balões, as colchas à janela para verem passar o cortejo. Foi aqui também que se serviu o almoço - porco no espeto, castanhas, vinho e tigelada, entre mais coisas, constituíram a ementa.



A proclamação do Foral. Um bem-haja ao emissário do Rei D. Manuel I que nos alcançou mesmo tendo perdido a montada... e ao Homem-Bom que o recebeu em representação do povo da grande Herdade de Alvares. Estes dois irmãos em muito contribuíram para que este dia fique gravado na memória de todos os que assistiram... 



O Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Alvares, Dr. Victor Duarte, interveio agradecendo ao emissário d' El Rei pela honra de receber o Foral... 


Entre a audiência, mais elementos da comitiva da Roda Fundeira: Carlos Coelho, o nosso monge e Isaura Gomes, também elemento da nobreza.


Viva a Herdade de Alvares! Vivaaaaa!
E pudemos ouvir um belo coro entoando o Hino da Vila de Alvares, composto pelo Professor Anselmo dos Santos Ferreira, em 1957.


E eis que surge um documento de fácil leitura aos olhos de quem não conseguiu ler o Foral Novo por estar apenas habituado à antiga grafia...


E agora, como convém nestas reportagens, um apontamento de moda: sapatos by Emissarius... como aliás toda a indumentária. Estes dois personagens acompanharam os festejos ao longo de todo o dia, mantendo o seu papel e animando os presentes. Penso que posso, em nome da Comissão Organizadora das Comemorações dos Forais, agradecer pelo trabalho, o bom-humor e a atenção que desteis aos feitos deste povo e dos seus Homens-Bons! Mesmo que eles vos oferecessem um coelho...


A cápsula do tempo iniciada hoje e completada ao longo dos próximos dias, onde serão encerrados pedaços desta festa e da História nela celebrada.


O Taberneiro...


A mesa dos representantes locais no lançamento do livro. Estiveram presentes a Sra. Presidente da Câmara Municipal de Góis e o Presidente da Assembleia Municipal, o Sr. Vice-Presidente da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, os Srs. Presidentes das Juntas de Freguesia de Alvares e do Machio e Portela do Fojo, o Presidente da Comissão de Melhoramentos de Alvares, em representação da Comissão Organizadora das Comemorações da qual fazem parte as colectividades da região. Dispersos pelo público, para além dos representantes das colectividades, estiveram também o Comandante dos Bombeiros Voluntários de Góis, do Conselho Geral da Casa do Concelho de Góis (parceiros deste projecto) e outras pessoas de bem que se empenharam e colaboraram para que este projecto chegasse a bom-porto, como é o caso especial da Professora Doutora Regina Anacleto. 



Ah! E claro... o autor do livro, António da Fonseca!!! Não foi esquecido nos mencionados acima... foi apenas para um lugar de destaque. António... o que vamos investigar agora?


As bandeiras das colectividades presentes... (claro que tinha de dar destaque à da minha aldeia, não se zanguem as restantes, por favor...)

A animação após o almoço...


Os restantes elementos da comitiva da Roda Fundeira que ficaram para o almoço, Rui Neves e João Silva, Presidente e Vice-Presidente da Comissão de Melhoramentos da Roda Fundeira.


Esta é a placa aos pés do pelourinho, que encerra a cápsula do tempo. Daqui a quantos anos a vamos abrir?


Foi um dia diferente. Foi um dia histórico. Foi um dia com História...
Foi mais um dia da minha terra, das minhas raízes, em que fiz questão de participar e para o qual contribuí o melhor que soube. Gosto da minha... da nossa aldeia...

Um abraço!
PS - Sentia que faltava qualquer coisa e o travesseiro ajudou-me. Estiveram ainda presentes mais dois casais da Roda Fundeira: um que a habita e outro dos que agora vai estando mais tempo pela aldeia. Com eles, esgotavam-se as pessoas que se deslocam a estes eventos. Somos poucos, muito poucos e ainda menos os residentes da região. uma pergunta se faz cada vez mais presente: como poderemos revitalizar a região? Como poderemos garantir condições para que se fixem pessoas, para que se faça vida nas nossas aldeias novamente?

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Herdade de Alvares - Forais e sua História

Amigos da Roda Fundeira e Relva da Mó,
Hoje temos o prazer de vos apresentar uma obra feita por gente da nossa terra, que fala da nossa História e que certamente ficará na história!

Deixo-vos a mensagem da Comissão Organizadora das Comemorações dos 500 anos de doação do Foral Manuelino a Alvares, a qual a Comissão de Melhoramentos da Roda Fundeira tem o prazer de integrar.

Leiam e reservem... o livro, e o dia para a festa! Este ano é em graaaaande!!!

Caros conterrâneos / Caros parentes,
No âmbito das comemorações dos Forais da antiga Herdade de Alvares - 500 Anos do Foral Manuelino e 733 Anos do Primeiro Foral - está a ser editado um Livro, de capa dura, com cerca de 250 páginas a cores, muito rico de imagens, com factos e dúvidas sobre a nossa bela região. A sua apresentação terá lugar dia 4 de Maio em Alvares, aquando das comemorações dos 500 Anos do Foral Manuelino. O programa do evento de dia 4 de Maio, em Alvares tem início às 10:00 com uma arruada, seguindo-se, às 11:00 missa na Igreja de S. Mateus, terminando com um almoço volante para os presentes. Antes, dia 3 Maio, pela manhã, irá ser realizado um passeio BTT, pela nossa bela região, com muitas descidas e poucas subidas, com início junto ao Casal Novo e terminando com almoço na Chã de Alvares, passando pelo Machio (só para os mais resistentes).

A denominada Herdade de Alvares abrangia a actual freguesia de Alvares e partes das actuais freguesias de Portela do Fojo e Machio e também parte da Freguesia de Pessegueiro.

Certos que esta obra será do vosso interesse e de forma a possibilitar a edição de um número de exemplares ajustado às reais necessidades, decidiu a Comissão Organizadora das Comemorações dos Forais da Herdade de Alvares, possibilitar a Pré-reserva do referido livro, incluindo também um desconto nesta fase e até 10 de Abril 2014.

Para efectuar a pré-reserva do Livro deverá ser enviado cheque ou Vale Postal no valor de 25,00 Euros, para a Junta de Freguesia de Alvares, Rua Dr. Jaime Rebelo da Costa Arnaut, 5 - 3330-140 Alvares e fazer a confirmação do referido envio por e-mail (jfalvares@sapo.pt) ou telefone (235587384).

A Comissão Organizadora das Comemorações agradece a divulgação desta informação a outros possíveis interessados!

Um Abraço!

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Lá se foi o Santiago...


Lá se foi o Santiago... E a voz dele assumiu, com simplicidade, a tristeza que o rosto dela tentava disfarçar.

Sentavam-se naquela rocha como em muitos dias antes e alguns depois daquele. Partilhavam a arte de pastor há muitos anos dos poucos das suas vidas. Não podiam chamar-se amigos, porque os tempos não o permitiam, mas cresceram a brincar juntos. E por isso ele sabia que o Santiago lhe fugia todos os anos.

Em Julho, o verde daquela calçada do Vale das Colmeias trazia a boa-nova da arca cheia, da broa garantida. Mas, a 24, trazia também à minha mãe a desilusão de trocar novamente a romaria pelo trabalho do campo. Aquela era a data em que, saído de nenhures, um vento vespertino visitava a dita calçada para festejar o vigor do verde milho... e derrubá-lo todo à sua passagem.

As pequenas maçãs amarelas, as maçãs do Santiago, ficariam por provar, novamente. As razões entre Amieiros e Mestras seriam tiradas sem que as pudesse avaliar, se naquele ano lhe aprouvesse. O bailarico seguiria, imperturbável pela sua ausência anual, costume mantido pela visita pontual do vento, sempre na véspera do dia da Festa do Santiago.

Ó minha mãe, ela diria ao chegar a casa, o milho da calçada ficou todo no chão. E, no lusco-fusco da hora tardia, ouviria a resposta já antecipada dos anos anteriores, ora... então amanhã temos de lá ir levantar o milho. Com os anos, foi-se resignado ao cereal derrubado e conformando com as alegrias contadas por quem ia.

Mas desta vez não iria haver desculpa. Engoliu o nó da garganta e decidiu-se a derramar pinheiros para especar o milho. Ó minha mãe, ela diria ao chegar a casa, o milho da calçada ficou todo no chão. E, no lusco-fusco da hora tardia, ela iria ainda acrescentar mas já o espequei! E talvez depois até fosse capaz de dizer e amanhã,vamos a que horas

Naquele ano, ela conseguiu ir ao Santiago... e foi já lá, na roda do fado, ao som da concertina que alguém levou, que foi capaz de se rir com o destino do milho, ditado anualmente pelo vento agendado para aquele dia.


Um Abraço.
PS - a minha mãe foi ao Santiago mais vezes. Mas algumas vezes a minha avó Emília escolhia colocar os carvalheiros no milho em vez de ir à festa... e isso ficou-lhe.

sábado, 29 de junho de 2013

Uns óculos no Santo António.


Quando lá chegaram, o meu tio Carlos desapareceu por breves instantes. Voltou orgulhoso, ostentando uns óculos de sol. Onde é que encontraste isso, pá? perguntou-lhe o tio. Comprei-os! respondeu com os olhos a rir por detrás das lentes escuras. Foste rápido! concluiu o seu tio, divertido com o desembaraço já habitual do sobrinho.

Naquele ano, o meu avô António estava de visita e, ao que parece, fazia questão de marcar presença nas festas e romarias quando visitava a família. Por isso, naquele ano, a minha mãe foi ao Santo António. Com a mãe, irmãs e cunhado, com as Gémeas do Valdamego e ainda com a Gina do Balsalgueiro. E, claro, com o primo Carlos. Dos brasileiros, da Relva-da-Mó, para que não fiquem dúvidas.

Não importava que tivessem de começar a caminhada às 8h00 da manhã. Chegariam a tempo para a missa.  E o arraial era só depois do almoço: um galo morto na véspera e um tacho de arroz para acompanhar. Broa, claro, que se poupava o pão que se vendia por lá. E o garrafão, presença obrigatória em todas as fotografias da época, qualquer que fosse a família a recordar.

No grande pic-nic, não importava se o almoço era rico ou pobre: chegava um pedaço de carne cozida, um chouriço, um pouco de queijo ou  presunto e broa. O que realmente alimentava era o som da concertina e da flauta, do riso, o namorico entabulado entre duas modas, a amizade que se respirava no Santo António das Neves. Talvez nem se soubesse que os seus poços gelaram Lisboa durante séculos... gelada, agora, só a água da nascente que a todos servia nestas breves visitas.

... e o Tio Armando e a Tia Teresa... e esta faz-me lembrar alguém que eu conheço... quem é mãe? Quando penso no Santo António, lembro-me imediatamente da foto pequena, quadrada, de margem recortada, preto e branco, que é a minha ligação a este dia. É a Gina. E este, conheces? Semicerrei os olhos para ver melhor. É Ti Carlos. Mas porque é que ele tem óculos? A gargalhada franca da minha mãe fez-me antever a história que lá vinha. Com ele, só podia ser das boas...

Já lá fui, claro. Mas sem arraial. Até já vi o Santo António das Neves, aquele imenso campo verde, coberto de neve. Mas, para mim, aquela romaria terá sempre um sorriso de surpresa do meu avô, uma resposta pronta do meu tio Carlos e um par de óculos escuros.


Queria deixar qualquer coisa especial para a despedida do São Pedro e foi disto que me lembrei.
Um abraço 
(PS- Prometo juntar a dita foto)

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Foz Palheiros, 1967

Em 1967, era assim a Foz Palheiros, vista do lado da Tapada do Pizão. É a minha mãe na foto, a Adelaide da Munha, nome com que me habituei a apresentar-me: "sou filha da Adelaide da Munha" garantia-me a identificação instantânea de quem se intrigava comigo. 

Ela passava para o Vale das Colmeias, fazenda que tratava, enquanto outras lavavam na ribeira. Os miúdos passeavam entre brincadeiras e tarefas hoje consideradas demasiado para crianças, mas que eram feitas com orgulho de quem conta para a família.

"Encosta-te aí para te tirar uma fotografia" disseram as primas, sobrinhas do Ti Manel Zé (parece que filhas do António). Moravam em Lisboa (em Castelo Picão?) e a minha mãe conheceu-as nesse dia. Ou pelo menos é assim que eu me lembro da história. E ela lá se encostou à ponte, sem jeito, a pensar em como o seu avental de peitilho iria ficar mal na fotografia pelo trabalho que já carregava. E nem sorriu, com a vergonha natural de quem é humilde e pensa no trabalho que a chama, mas tem de dar atenção às primas de Lisboa. Era assim, com 22 anos. Pouco depois também estaria em Lisboa.


A Ribeira do Sinhel acompanha as aldeias que descem a serra quando saímos da Nacional 2 na Portela do Casal Novo. Acompanhava a vida das terras, abastecendo cântaros para refrescar corpo e alma cansados do duro trabalho do campo. Servindo para lavar roupa e trocar desencantos maduros ou sonhos de meninas, lavados com sabão azul e branco, batidos na pedra lavadoira e deixados a corar em cima das moiteiras para o alvor da lixívia que não existia. Mergulhada em Abril pelos que queriam saber nadar, ou no pico do Verão por uma moça mais atrevida desejando não ser apanhada.

A Ribeira do Sinhel também acompanhou a morte da população das aldeias, que o minério não poupou peixes e homens, gerando terras de luto, cobertas do negro dos lenços e roupas que trabalhavam os campos com os filhos nas cestas, sozinhas de companheiros para um futuro que tinham sonhado a dois.

A Ribeira do Sinhel escavou rochas, construiu Poços, moldou beleza por onde correu e corre, apressada e cheia de Inverno, tímida e fresca de Verão.Viu namoros e zangas, perigos e alegrias, ouviu queixas e choros, pensou vidas e mortes e vidas depois das partidas. A Ribeira do Sinhel, a nossa ribeira, criou as pessoas e ensinou-as, ajudou-as também a serem o que são hoje. Faz parte da terra, da nossa terra, de nós, mesmo dos que já nascemos fora de lá.

Na Roda Fundeira, à entrada da aldeia, a Ribeira do Sinhel chama-se Foz Palheiros. Ninguém sabe muito bem porquê, mas é assim à beira da Tapada do Pizão. Noutros lugares, outros nomes, o mesmo encanto e o mesmo sabor nas recordações. Era assim em 1967, tal como a minha mãe. Já foi de muitas maneiras desde então, mas continua igual na água: límpida, fria, acolhedora, pura. Continua nossa. E será sempre assim, enquanto quisermos e continuarmos a dar-lhe a nossa história e a levarmos lá os que nos são especiais. Como ela.

Um abraço.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Turistas de Amiosinho - parte II

Confesso que já ando a pensar em Agosto, na festa e na Roda Fundeira. Já temos o programa todo alinhado para o fim-de-semana do segundo sábado, como manda a tradição e já começaram os telefonemas em que nos despedimos com "Então vêmo-nos lá (Roda Fundeira)!". É todos os anos assim.

E quando finalmente vamos, também há coisas que habitualmente fazemos, locais que todos os anos visitamos, pontos de interesse em que nos vamos habituando a reparar...

De há uns anos para cá, quando faço a primeira viagem a Alvares (normalmente por uma de duas razões: mergulho na piscina ou festa), já me habituei a olhar mais atentamente para a estrada da Amiosinho onde costuma parar um casal de turistas. Este foi o nosso último entcontro, já lá vão uns largos meses...


Com a cesta da colheita (que belas abóboras!) e o cesto do farnel...


Se um certo senhor Peça fosse vivo, diria "E esta heim?". Eu vou concluir a perguntar... e este ano, Natália, que vão fazer os turistas?

Um abraço!

domingo, 4 de março de 2012

Inauguração Capela Velha II

O homem sonha e a obra nasce...

Provavelmente todos duvidariamos que das paredes quase desfeitas daquela que já foi a única capela da Roda Fundeira, fosse possível voltar a ver fotos como as que vimos no post anterior.
Pois bem, a ligação sentimental à velha capela levou o Sr. Carlos Coelho Barata e a D. Irene Mateus a adquirí-la e a re-erguê-la. Após alguns meses de trabalho que quem foi passando na RF pode presenciar,  chegou finalmente o dia da inauguração!
No post anterior vimos fotos do antes, eu fui um pouco mais atrás e puxei cá para cima algumas fotos que já aqui tinha deixado, e que agora faz todo o sentido voltar a ver...
...uma tirada à perto de 50 anos,


Outra tirada à 16 anos, onde ainda conseguimos perceber como era o altar,

E outra tirada à 2 anos. Por esta altura, uma cerejeira e muitas silvas, camuflavam completamente o que restava da velha capela,

É caso para dizer "quem a viu e quem a vê"...

São estas fotos que nos fazem percorrer muitos anos nas nossas memórias, e tornaram o dia da inauguração ainda mais especial para todos!

Para além da capela, a intervenção estendeu-se à casa ao lado. Para lá de o adro da capela ficar muito mais composto, temos mais uma casa recuperada na RF!



Para os que não couberam dentro da capela, as palavras do Padre Ramiro, não ficaram por ouvir, tudo foi planeado com  rigor, e um megafone estava estrategicamente colocado em cima do telhado!


Do interior da capela, o brilho do altar acabadinho de estrear


Um pormenor que poucos terão visto, a cadeira onde se sentou o Sr. Padre, restaurada para o efeito, com as inicias do Sr. Carlos e a data da inauguração da capela.


Apesar de estar como a versão original, sem vidros nas janelas, a re-erguida capela ainda será alvo de mais um aprimoramento, com a aplicação de uns vitrais que ainda estão para chegar.


Um dos responsáveis pelo restauro, os anos passam e o Zé carlos já passou por esta capela à uns anos largos, foi aqui batizado. 

Nesta foto a missa já tinha terminado e era contado o valor do ofertório que por vontade do Ti Carlos, reverteu a favor da comissão. Gesto a louvar!


A versatilidade é característica essencial para estes dias: 1º fazem-se leituras na Missa...


Depois a pose para os blogs cor-de-rosa. O avental é Chanel as luvas são Dior e o marido é Zé carlos.

Depois fazem-se as últimas provas das iguarias que serão servidas a cerca de 100 convidados,


E assim foi dado o mote para almoço oferecido pelo Ti Carlos e pela Ti Irene, a ementa foi a seguinte:


Ultimavam-se os últimos detalhes,


tudo estava perfeitamente alinhado,



... com uma grande equipa de apoio, claro, porque é assim que se quer na Roda Fundeira! (alguns não foram "apanhados")



  


No que toca ao tinto, havia escolha, mas não faltou o vinho da terra, neste caso em modo self service

A sala estava bem composta como é habitual,


 

No decorrer do almoço o presidente da comissão, ofereceu como forma de agradecimento  uma lembrança aos anfitriões da festa, momento registado em vídeo para mais tarde recordar


Depois do almoço, com a tarde bem agradável, a conversa ficou em dia,


E como não podia deixar de ser, jogou-se sueca com se não houvesse amanhã...


Os que ainda não sabem jogar à sueca faziam palhaçadas para o fotógrafo...


O essencial está dito, a festa continuou pela noite dentro com a alegria que o momento merecia.

Em nome do Blog dos amigos da Roda Fundeira, termino com mais um bem haja ao Ti Carlos e à Ti Irene pelo brilhante momento que nos proporcionaram.


Até breve.