sexta-feira, 8 de novembro de 2013

São Martinho, 2013

Era um trabalho difícil, mas alguém tinha de o fazer. 

Juntaram-se cerca de 80 valentes, das melhores famílias de Roda Fundeira, Relva da Mó e arredores e, imbuídos do espírito de sacrifício necessário, deitaram mãos à obra. Mãos e barriga, justiça lhe seja feita!

O almoço foi a tradicional feijoada, desta vez confeccionada pela Élia, da Chã. À tarde tivemos magusto, seguido de febras, pão, broa, caldo-verde, doces. Vinho, água-pé, jeropiga e licor beirão também nos acompanharam. Bem como a água. Senão outra, a da chuva...

As fotos falarão por si. Quem não esteve, perdeu bom convívio, muita gargalhada, espírito já antigo de passar bons momentos com boas pessoas. E quem se deitou às 21h00, como se falava na mesa da Eira Nova em que eu estava...também perdeu. É certo que o frio a isso convidava. Mas magusto que é magusto não acaba antes de ser amanhã. E este cumpriu!!!!

A broa amassada de manhã pelo Carlos Coelho, com um jeitinho muito próprio... estava uma delícia!


A malta gosta sempre de ir mexer o tacho. Assim, para ver se está tudo bem, no ponto.. a "entravessadeira" Paula Mateus...

...a Lucinda Farlens, parece que fez uma reza para correr tudo bem...


... a aprovação da Presidência, pela mão do Rui Neves... e uma equipa de voluntários anónimos procedeu ao controlo de qualidade antes de tudo ser servido.


Fumegante, a caminho das mesas...


A sala enche sempre aos poucos. Ganha cor e forma... e som!




Nas nossas aldeias, mesmo com pouco se fazem mesas fartas. E a alegria com que se recebe, é constante e enche o coração e a alma.


A equipa de serviço da Roda Fundeira orgulha-se do trabalho e mostra-o no sorriso que mantém presente! Teresa, estavas mesmo com espírito!



Uns mais entusiastas das tradições da feijoada que outros... a Lucinda fez questão que houvessem nódoas para limparmos e rirmos!


O "nosso" grupinho já habitual do cross...


A mesa da Presidência, com a Lurdes Castanheira, Presidente da Câmara Municipal de Góis, e António José, seu assessor, que nos honraram com a sua presença. O nosso Presidente, Rui Neves, e o Vice-presidente, João Silva, puderam trocar umas ideias sobre a nossa região durante o almoço. Nos discursos, falou-se do incêndio e de medidas possíveis para que não se repitam aflições vividas este ano, bem como custos emocionais ou financeiros evitáveis com um bom plano de prevenção e bons meios de combate disponíveis nas nossas aldeias. A Sr. Presidente revelou conhecer a realidade da Roda Fundeira e da Relva da Mó, considerando a possibilidade levantada ainda em agosto pela Comissão, sobre a execução do asseiro ou da rede de bocas de incêndio nestas terras. 


Realço ainda o agradecimento do Sr. Presidente aos sócios e amigos da Roda Fundeira e Relva da Mó, pelo empenho demonstrado desde sempre na consecução dos melhoramentos necessários às nossas aldeias, e em especial na angariação dos fundos necessários para pagamento da última grande obra realizada, o Complexo de Lazer da Foz Palheiros - tudo se encaminha para que, se se mantiver a vontade demonstrada até aqui, possamos liquidar completamente o investimento no próximo ano. Boa notícia, num bom momento!


Almoço acabado, loiça lavada com cantorias (Lena, faltaste cá tu!!!)... momentos de descontracção. E brincadeira... muuuuuuuuuuuita!




Elas... ainda tão descansadinhas...


O magusto! A fogueira, preparada pelo nosso assador profissional Zé Lopes, com uma técnica excepcional no assador! A Jeropiga Amaral e a água-pé do Valdamego também marcaram presença... e estavam boas!!!






Depois do caldo-verde, das febras, dos bolinhos... o verdadeiro combíbio!!! Paulo Silva, bendita seja a tua viola nas mãos do Necas!!! 



Eles tentaram resistir... mas foram devidamente desencaminhados...




Houve fados dedicados à Isaura, marchas populares, música brasileira, francesa, vencedoras de festival da canção, o Vitinho, outros fados... houve  muita alegria e vontade de cantar, desafinar e recordar. E também a Sylvie!!!!! Tu gostaste, Sinita... 

E claro, a necessidade de manter a garganta fresca e afinada foi muita...


Meus caros... como disse, era uma missão difícil, mas alguém tinha de a levar a bom porto. Terminámos, às 5 da matina, à volta da mesa, a falar das tradições da nossa aldeia. Depois, claro, de uma volta pelo lugar, de bater às portas, de ir às camas confirmar se já se dormia, de pedir a ceia. Das fotos tiradas a esta hora, muitas estão tremidas, mistura de frio, riso e combustível... estes foram os resistentes. Obrigada, Teresa!

Foi bom. Foi com espírito. Temos de continuar a fazer destes!
Um abraço.

3 comentários:

António Carlos Antunes disse...

Parabéns a "Repórter de campo" pelas fotos & textos com que nos brindou.

Cristina Coelho disse...

Obrigada, António Carlos Antunes! Estes momentos são aquilo de que é feita a vida, de que somos feitos. Por isso sabe tão bem guardá-los, partilhá-los e até usá-los para "fazer inveja" aos amigos que desta vez não puderam estar connosco. Porque sabemos que eles teriam o mesmo carinho se fossemos nós a faltar...e a mesma vontade de nos incluir na festa! :)

Anónimo disse...

Se estes convívios são bons! Bons é pouco,o recordar pessoas e momentos é das coisas melhores da vida.É disto que as nossas gentes da aldeia tambem precisam,pois cada vez estão mais sós. PARABENS O.Bandeira