domingo, 10 de fevereiro de 2008

Mastro

No seguimento da msg anterior, e antes de vos trazer fotos recentes do andamento das obras, quero partilhar convosco uma história. Conta-se que à muitas décadas atrás (penso que no Carnaval??) os homens da Roda Fundeira cortavam um pinheiro bem alto, levavam-no para a Eira, atavam-lhe mato à volta e faziam uma cruz no cimo, onde atado com um cordel punham um cântaro com um gato lá dentro, exactamente, um gato lá dentro. Depois deste ritual de preparação erguia-se o mastro (o buraco na Eira mantinha-se de ano para ano) e acendia-se o fósforo. Hoje provavelmente a protecção dos animais tornaria isto num escândalo nacional, mas naquela tempo não havia protecção dos animais muito menos televisão...
Depois de lhe chegar o fósforo era só esperar o mato arder pelo mastro acima até queimar o cordel e esperar que o cântaro caísse cá em baixo para ver o gato fugir para onde estava virado. Agora vou tentar pôr-me na pele do gato - meterem-me à força num sítio escuro, sentir a temperatura a subir, o pelo a aquecer e depois cair de uma altura de vários metros e sentir o estrondo do cântaro a partir, eu também fugia a sete pés nem sei bem para onde, provavelmente emigrava e não sei se voltava...não fossem as sete vidas a vida de gato não era fácil.

Depois do cântaro cair dava-se início ao arraial.

Este é mais um relato de tradições antigas, que agora é possível partilhar com todos através do blog.

Até breve.

2 comentários:

Carina Amaral disse...

essas histórias são sempre muito engraçadas... mas aquilo que "parte tudo" é mesmo o cartaz do pequeno Gonçalo Santos!!! isso sim, vai ficar para a história!!!! ahahahahah

Cristina Coelho disse...

É perante relatos como este que se pode dizer que a tradição já não é o que era... e ainda bem!!!