quinta-feira, 3 de março de 2016

Jorge Barata das Neves...até sempre!


Apesar da minha alma ser da Roda Fundeira, nem sempre consigo saber o suficiente sobre todos para lhes prestar a devida homenagem na sua partida. Desta vez resolvi pedir ajuda.

A Roda Fundeira perdeu mais um dos seus filhos. Jorge Barata das Neves faleceu no dia 17 de Fevereiro. 

Nasceu no dia 21 de Janeiro de 1941, depois do Raul, Fernando e Mário e antes do José Maria, sendo o quarto de cinco filhos de Maria Laura Barata e António Maria das Neves.

Os avós paternos eram Maria da Encarnação e João das Neves e os avós maternos eram Maria Rita e Miguel Barata, avô sempre recordado pelos cinco netos com muito carinho.

Casou com Maria Olinda Claro na capela da Roda Fundeira no dia 10 de Setembro de 1966 e tiveram duas filhas, Cristina e Paula, para quem, quando eram crianças, comprava caixas de 100(!) pastilhas elásticas que elas mascavam todas de enfiada! :-) 
Que descanse em paz.

Obrigada Cristina.
Um grande beijinho para vocês.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Praia de inverno!

Mesmo sem tábuas de suporte, por estes dias na Roda Fundeira, é possível ir ao banho, e dar uns mergulhos!  A Ribeira do Sinhel vai bem abastecida!




Até breve!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Assembleia Geral Ordinária da CM de Roda Fundeira

Amigos,
Somos todos convocados a estar presente no próximo dia 20, sábado, pelas 15h30 na Casa do Concelho de Góis para a Assembleia Geral Ordinária da Comissão de Melhoramentos de Roda Fundeira. Sendo este ano de eleições, as listas candidatas deverão ser apresentadas à Mesa de Assembleia até ao início de mesma.
Esperamos por vós. A vossa presença e envolvimento são importantes.
Um abraço

domingo, 22 de novembro de 2015

O Carvão e os Fogareiros - lançamento do livro em Lisboa

Quem nunca ouviu um “Deves ser fogareiro!!” gritado indignadamente na estrada? Pois é, todos nós. E quem sabe de onde vem essa expressão? Agora já somos menos a ter explicações, certo? Descobri ontem que poderá vir da altura em que escasseou o combustível e os carros de praça funcionavam a gasogénio com grande fumarada negra e faúlhas quando aceleravam. Nunca tal tinha ouvido, apesar de me poder gabar da minha conta de histórias ouvidas à lareira, noite dentro.

Adriano Pacheco é um contador de histórias nascido em Alvares. Em prosa ou em verso, dedica-se a gravar as tradições e viveres serranos no tempo e na memória. O seu 16º livro divide-se em sete contos correspondentes a momentos de uma vida igual a tantas outras. Essas vidas que conhecemos e que talvez não nos tenham merecido mais que um par de tardes debaixo da latada, por vezes até à noite dum velório, em conversas sopradas de mulheres à beira do caixão, ou afirmações absolutas de homens fora de portas sagradas. Às vezes já sem tempo de serem comentadas com quem as partilhou, tardias, mas ainda tão a tempo de não se perderem.

O Presidente do Concelho Regional, Dr. Luís Martins referiu o seu orgulho pela preferência do autor pela Casa do Concelho de Góis para o lançamento do seu livro em Lisboa, pelo valor da sua obra e pelo significado que tem para a região. A CCG, ao fim de 61 anos de funcionamento, congratula-se de apoiar as iniciativas dos seus associados e dos descendentes da zona, mantendo-se activa enquanto algumas desaparecem, como referido mais tarde e visível na satisfação do seu Presidente da Direcção, Sr. José Dias Santos.

O livro foi apresentado pelo Eng.º João Coelho, autor do prefácio e fiel seguidor do trabalho do escritor. Dedicado há 40 anos ao movimento regionalista, conhecedor da região e das suas vivências, o Eng.º João Coelho salientou na sua intervenção o valor desta recuperação dos pormenores, das expressões e das visões do mundo e da vida que Adriano Pacheco consegue na construção das suas personagens. Este registo, conseguido pelo autor (em conjunto com outros da região) deixará no futuro um legado que de outro modo corre o risco de desaparecer, tendo por isso um valor incalculável. Tal como o tempo que todos os presentes deram a este acontecimento – um tempo partilhado, em jeito de oferta do bem mais precioso que temos.

Estiveram também presentes Cristina Coelho, da Comissão de Melhoramentos de Roda Fundeira e António Rui Dias, da Comissão de Melhoramentos de Alvares, que ajudaram a promover este evento junto dos seus associados e amigos e das restantes colectividades da região. António Dias salientou, entre outras coisas, o gosto que ambos colocaram nesta divulgação, fomentando a união dos serranos, à semelhança dos festejos históricos ocorridos durante o ano passado.

Adriano Pacheco falou pouco, mas emocionado. Humilde nos agradecimentos que fez, ciente da missão de salvar do esquecimento aquilo que nos caracteriza e que nos constrói enquanto pessoas, focou a identidade com uma região, um modo de viver. Somos quem somos pelas raízes que temos.

Poderia ter acrescentado na altura que sou uma neta e filha que cresceu a ouvir as histórias à lareira, às vezes apanhadas entre meias-palavras que só ganhavam significado anos mais tarde. Que tenho também noção que são poucos os da minha geração que ainda conhecem as expressões da aldeia e da sua vida, tal como eu própria só recordo um punhado. Que o trabalho voluntário que fazemos para os conservar é estranho a alguns e incompreensível a outros, mas precioso para nós, para mim. Que me orgulhava de estar naquela mesa, de representar a Comissão, de divulgar uma obra que falava dos meus avós, tios, pais, primos. Que poderia fazê-los chegar aos meus filhos, com pormenores que o meu crivo já tolheria. E que agora ficam.

Foi no sábado, dia 21 de Novembro, na Casa do Concelho de Góis às 15h00.

Um abraço.




sexta-feira, 13 de novembro de 2015

O Carvão e os Fogareiros

Adriano Pacheco é de Alvares. E escreve.

No próximo dia 21 de Novembro, pelas 15h00, está na Casa do Concelho de Góis a apresentar a sua mais recente obra, a 16ª noutros tantos anos. O apoio dos conterrâneos é essencial, o apoio dos amigos também. Daí que, respondendo ao seu pedido, a Comissão de Melhoramentos tenha muito gosto em divulgar este evento e o Blog dos Amigos da Roda Fundeira também.

Nesta obra são retratadas várias profissões mas dá-se um especial ênfase aos taxista que, vindos da nossa região, passaram a conhecer Lisboa e os seus caminhos como a palma das suas mãos.

São todos convidados a comparecer.

Até lá!