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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Inauguração da Capela Velha

Amigos... foi um espectáculo!!!!

Vou deixar uma fotorreportagem que certamente vos dirá mais do que eu poderia... As palavras-chave são Capela Velha, Reconstrução, Inauguração, Festa, Alegria, União, Amizade, Passado, Futuro... e outras na mesma linha... Vejamos:

O antes, bem próximo no tempo...



O presente...


O dia I (de Inauguração, claro!)


A cerimómia...






O almoço... e só para aguçar o apetite aos mais gulosos, depois das entradas de pão, queijo e chouriço, tivemos torresmos e cachola, galinha com e sem caril, broa e vinho a acompanhar... e estava óptimo!



Éramos apenas cem. Mais coisa, menos coisa...


A Comissão de Melhoramentos de Roda Fundeira ofereceu uma salva de prata ao autor da reconstrução e grande anfitrião deste dia - o Sr. Carlos Coelho Barata e a sua esposa, Irene Mateus - reconhecendo e agradecendo, assim, o mérito e valor do seu gesto desprendido para a conservação da História das nossas aldeias.

Os antigos diziam "quem meus filhos beija, minha boca adoça"? Pois bem, a mesa dos doces era apenas uma amostra da amizade que os convidados (que os ofereceram) têm pelo impulsionador desta ocasião... Vai uma fatia?



E evento da Roda Fundeira sem bailarico, copos, conversa, concertina, risos, histórias recordadas, cantigas ao desafio inventadas na hora...pode até ser um evento na Roda Fundeira, mas não será a mesma coisa...






Houve quem, em desespero, tentasse enganar o Licor Beirão com uma água com gás... para disfaçar...


O nosso tocador da tradição... tão feliz que andava o Ti António!


E esta ficou para o fim porque está...de terminar em grande!


O título deste post é "Inauguração da Capela Velha". A contradição  mostra como a vontade e o empenho de alguém pode vencer o efeito natural do tempo e do abandono de todos. Às vezes, basta mesmo ser só alguém a querer e pode fazer toda a diferença. E embora vá continuar sempre a ser a Capela Velha, agora está linda e renovada, livre... 

Obrigada aos fotógrafos - Paulo Coelho, Beto e a quem quiser enviar mais fotos para publicarmos - e ao meu tio Carlos. Sim, ele tem mais uma  série de sobrinhos, mas neste post é "o meu" tio Carlos!!!

Um abraço. 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

De um a 12 é a arremedar...

Há dias lembrei-me deeste dito espectacular: "De um a 12 é a arremedar, de 12 a 24 é a desarremedar".

Alguém se lembra disto? Este era um daqueles que a minha avó dizia muito. E todos os anos eu achava que me ia lembrar de apontar e, claro, todos os anos me esquecia de o fazer... Primeiro o princípio: O que é arremedar? Pois que não sei exactamente uma definição para esta palavra. O significado implícito era "contar para a frente", ou qualquer coisa do género, dando-se a entender que de dia um a dia doze de janeiro se contavam os meses do ano. Ou melhor, o tempo dos meses daquele ano seria ditado pela amostra de cada dia de Janeiro.
Pronto, temos a primeira parte resolvida. Isto se não pensarmos naquele provérbio que diz "o mês de Agosto será gaiteiro se for bonito o primeiro de Janeiro", porque aí baralha a ordem lógica. Talvez seja uma espécie de bónus, não sei...

Bom, e passamos à segunda metade, de 12 a 24 é a desarremedar. Então, mais uma vez pela lógica, será a contar ao contrário. Mas e o 12... dá para os dois lados? Pelo sim pelo não...a matemática não deixa.

Ora então temos o esquema, só falta por o tempo que fez em cada dia. Os mais avançados nesta ciência ancestral, conseguiam calcular o tempo ao longo do mês pela observação distinta de manhã tarde e noite correspondendo a princípio, meio e fim do mês. Eu, para variar, esqueci-me de apontar, mas, se não me falha a memória...

Dia 1 e 24 - Janeiro: sol e frio
Dia 2 e 23 - Fevereiro: quente e enevoado
Dia 3 e 22 - Março:
Dia 4 e 21 - Abril
Dia 5 e 20 - Maio
Dia 6 e 19 - Junho:
Dia 7 e 18 - Julho: sol e calor
Dia 8 e 17 - Agosto: Sol e calor
Dia 9 e 16 - Setembro: sol e frio
Dia 10 e 15 - Outubro: sol e frio
Dia 11 e 14 - Novembro: Sol e frio
Dia 12 e 13 - Dezembro: vai ser farrusco, como se pode ver pela amostra do lado de fora da janela.

Agradeço a ajuda a completar o mapa... E depois de termos o nosso ano metereologicamente planeado, estamos cá para testar o tal dito!

Um abraço.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

E um Bom Ano de 2012!!!

E assim que punha os pés na estrada de terra, depois de bem sacudida pelos imensos buracos, sentia o perfume inconfundível do fumo da chaminé dos meus avós...acho que era mesmo a única altura em que gostava daquele cheiro - à chegada. No dia seguinte, já estaria desgostosa por ele não se soltar da roupa e dos cabelos, mesmo que resolvesse evitar chegar-me à lareira e enfrentar o frio gélido da minha sala...

Mas o fumo lá continuaria, uma constante nas minhas férias de Natal, também pelo facto de o meu avô todos os anos querer fazer o sobreiro de Natal. Não o bolo - lá guloso era ele, verdade seja dita - mas sim o madeiro que acendia todos os anos na véspera de Natal e que deveria arder até ao Dia de Reis... explicava-me o meu avô, pacientemente, todos os anos, que era o costume "para as almas se irem aquecer". E eu lembro-me de ficar a olhar para o madeiro e pensar como poderiam as almas vir aquecer-se naquele tronco que ficava apenas incadescente durante a noite... e o calor e as cores do lume embalavam-me enquanto aquecia os pés numa tentativa frustrada de me deitar com eles quentes... frustrada, claro está, porque a casa era pequena mas o frio suficiente para gelar em 30 segundos.

De uns anos para os outros, sempre fez parte da nossa tradição de Natal o sobreiro que o meu avô zelava com tanto carinho. E as almas puderam parar lá por casa, nas suas deambulações nocturnas, e ficar mais consoladas com o calor não da lareira, mas da lembrança dos vivos e do amor que se lhes guarda mesmo sem pensar particularmente em alguém.

Lembro-me de, no ano em que fiquei sem os meus avós, me lembrar do sobreiro de Natal e de como seria bom se as suas almas também encontrassem lareiras como a nossa para se aquecerem. E lembro-me de adormecer a sorrir pensando que o amor da nossa saudade seria suficiente...

A todos um Bom Ano de 2012!!!!
Que a beleza das tradições e conhecimentos dos antigos seja preservada, e nos sirva para crescermos e nos tornarmos melhores pessoas.
 
 
Um abraço!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Incêndio 1989

Recebemos do Necas algumas fotos de momentos menos bons passados na RF. Os incêndios que de vez em quando passam pela Aldeia dizimam o verde dominante das paisagens que nos circundam. As fotos que o Necas nos enviou foram tiradas no verão de 1989.














Esperemos não voltar a ver este cenário na RF.

Até breve.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O esforço de todos

Passámos uma época de festas, mas não deixei de remoer em alguns pensamentos menos positivos para a nossa bela aldeia... e ao remexer numa gaveta lá de casa encontrei um documento histórico!

Prometo fazer um post só com as fotos mais antigas da Casa de Convívio, mas deixo-vos uma lembrança do que esta era nos anos 80: um espaço com potencial, em que faltava segurança e condições, mas em que se reuniam pessoas com vontade de construir e trabalhar, de juntar forças e conseguir fazer a diferença...

Este cartaz circulou pelos Rodafundeirenses e seus amigos na altura em que se decidiu construir o muro que suportaria a área em que actualmente todos gostamos de perguiçar um pouco e conviver nos (poucos) dias por ano em que temos o privilégio de visitar a aldeia. A mensagem nele incrita (penso que da autoria do José Pedro, com colaboração de João Henriques e de Adelino Coelho) diz:
"Airosa bonita e bem localizada
com Eira nova, mas sem muro
ajude a torná-la no futuro
mais segura, limpa e arrumada."

COLABORE CONOSCO. VAMOS CONSTRUIR O MURO!"

E a angariação de fundos partiu desta certeza de que "juntos conseguimos" e de "temos que ser nós".

Por isso hoje despeço-me com uma frase que não é minha, mas que vem mesmo a propósito...
... Vale a pena pensar nisto!

Um abraço.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Queremos a vossa ajuda!

Lá bem no fundo daquela gaveta do móvel da sala, dentro da caixa que foi para o sotão ou nas prateleiras da garagem, está aquilo que precisamos: o material que pode constituir o nosso arquivo cultural, social, etnográfico e emocional sobre a Roda Fundeira, a sua história, costumes e população.

Lembra-se daquelas fotos a preto e branco, que de tão envelhecidas estão em tons sépia (muito na moda, aliás)? Também podem ser a cores e mais recentes, provavelmente até se percebem melhor. E aquela história que os seus pais lhe contavam e que começava com "no tempo da tua avó..."? E, mais recente, daquele filme que você realizou sobre o pic-nic, ou o bailarico, no tempo em que ainda não se sonhava com telemóveis e em que as máquinas de filmar faziam doer os ombros?

Pois bem, traga essas preciosidades de férias consigo este ano. Queremos mostrar os seus tesouros no blogue e espantar toda a gente com aquilo que você guardou ou de que se recorda. Teremos um scanner na Eira Nova para digitalizar fotos, recortes, notícias, medalhas, bilhetes...o que trouxer. E termos muito gosto aprender tudo o que nos quiser ensinar.

Ficamos à espera. Até breve!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Notícias da Capela - Obras concluídas e Vitrais

Foram-nos enviadas pelo Lomba, as fotos mais recentes da capela. As obras estão concluídas, conforme previsto, antes da festa de verão. A capela está com óptimo aspecto, diria mais, parece nova.


No lugar dos já velhos, partidos e desmaiados vidros coloridos, temos agora uns bonitos vitrais que vêm dar outro requinte à capela, vitrais esses que passamos a mostrar,

junto ao altar - os 4 evangelistas


no corpo central esquerdo - S. João Batista



no corpo central direito - Nª Srª de Fátima




A passadeira vermelha, já está estendida, os filhos da terra que venham... e já falta pouco para os receber.

Até breve.

sábado, 6 de junho de 2009

Notícias da capela - Obras em curso



Está em curso um conjunto de obras tendentes a beneficiar, e embelezar, o edifício da capela de Roda Fundeira e Relva da Mó, bem como dos espaços circundantes. Queremos destacar o seguinte:


  1. Iniciativas em curso

  • Pintura interior e exterior do edifício

  • Reparação geral dos muros envolventes

  • Abate das árvores de grande porte com acção prejudicial na arquitectura do local (Pinheiros e Cedros)

  • Substituição das janelas de ferro por janelas de alumínio

  • Correcção das infiltrações de água no edifício, nomeadamente na sacristia

2. Iniciativas em fase de estudo e orçamentação


  • Aplicação/substituição de novos vitrais. O conjunto existente encontra-se muito degradado

  • Criação de novos espaços verdes(?)

  • Replantio de novos espécimes arbustais de ornamentação

  • Substituição das árvores de grande porte abatidas por novas covas

  • Restauro do piso de cimento no espaço fronteiro do edifício


Fraternas saudações,


A Comissão da Capela

segunda-feira, 1 de junho de 2009

De passagem pela RF - Obras na Eira Nova

O calor que se vai fazendo sentir leva-nos a com facilidade a escolher a RF para passar o dia, podia ser o fim de semana, mas uma das vantagens de morar mais perto do que a maioria dos amigos da RF é que podemos ir e vir no próprio dia. Eu sei, sou bafejado pela sorte!

O calor aperta e a sueca desperta! Ainda estamos no fim de Maio mas a sombra da árvore já se torna apetecível para as primeiras suecadas da temporada.


Apesar de ainda à pouco tempo terem acabado as obras de remodelação da casa do centro e construção da churrasqueira, já estão em marcha mais algumas com vista a requalificar o que faltava no espaço envolvente à casa.


A saber:

  • Construção de espaço para arrumos e quermesse

  • Pavimentação e aplicação de ladrilho (tipo calçada) na zona envolvente

  • Pavimentação da zona envolvente ao palco

Com estas obras a comissão de melhoramentos pretende concluir um trabalho que foi iniciado com as obras de requalificação da casa do centro, criando um espaço para arrumos que permita libertar algum espaço no "cubículo" onde até agora se arrumava tudo, evitando o sobe e desce de mesas para montar a quermesse e o arruma e desarruma do material e acabando com o "mato" em redor da casa.


E como a temperatura é de verão, não podia acabar o dia sem um mergulho no poço da Moura, onde há sempre espaço para mais uma foto,

e mais um auto-retrato, para a posteridade...

Pena é que a água não acompanhasse a temperatura exterior, vá lá, com menos dois ou três graus já não era mau... mas valeu.

Até breve.